sábado, 29 de setembro de 2018

#Elenão #Elenunca #Nothim #Neverhim

We who identify as Black/ Women / Queer Brazilians are standing against the racist, sexist, queerphobic, xenophobic Brazilian presidential candidate. 
The fascist presidential candidate is the human manifestation of racist, sexist and queerphobic actions that have been constant in these past few years.
This is a Brazilian issue, but is also an issue that is going to affect the whole continent and a threat to democracy, considering that he has been defending the return of the military dictatorship and the man who is running as his vice-president is a Military General, also in favor of the dictatorship.
Most recently, he and his supporters have been propagating the idea, that slavery was caused by Black people, that the holocaust never existed and that our 25 years of military dictatorship was actually good for the country.
We already have reports of people who faced physical aggressions, by his allies, including queer people who were harassed in public spaces.
In these past few weeks, Brazilians who oppose his heinous practices created the hashtags #elenao, #elenunca which became viral and was translated by supporters around the world as  #nothim #neverhim. 
This weekend, Brazilian women are organizing an international protest called Women United Against Bolsonaro, where people are going to the streets to say #nothim #neverhim
That is why we are calling you, who are willing to fight against all forms of discriminationto join us and share this message against him and what he represents.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

#LuzesparaMarielleeAnderson Austin,TX / #LightsforMarielleandAnderson Austin, TX

#LuzesparaMarielleeAnderson
#LightsforMarielleandAnderson
#MarielleVive
#MariellePresente
#Blacklivesmatter
#Saytheirname
#StoptheBlackgenocide




















Luzes para Marielle e Anderson / Lights for Marielle and Anderson


On March 18 Black Brazilian Activist and Councilwoman Marielle Franco and her Driver Anderson Gomes were assassinated in Rio de Janeiro - Brazil.
Marielle was an activist for Black Rights, for Human Rights, for LGBTQIA rights, the rights of the population living in Favela's communities and against the Black Genocide in Brazil and the Diaspora, Police Brutality, Military Intervention and the occupation of the favelas in Rio.
At this point, the investigation is really slow and the facts show political motivation behind the deaths of Marielle and Anderson. 
Today, at 7pm we are organizing a global event named Lights for Marielle and Anderson.
Whatever you are search for an event or light a light by yourself, record it and post on Social Media with the following hashtags.
#LuzesparaMarielleeAnderson
#LightsforMarielleandAnderson
#MarielleVive
#MariellePresente
#Blacklivesmatter
#Saytheirname
#StoptheBlackgenocide
Please visit https://www.mariellefranco.com.br/luzes for more information and share this call with your friends










quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Sobre imperialismo negro / About Black imperialism

Eu escrevi esse post no Facebook e achei interessante postar aqui.
Depois vcs acham que eu to de implicância quando falo em imperialismo negro. 
Há uns quatro anos escrevi um texto sobre ser uma mulher negra brasileira vivendo no exterior que foi reproduzido na página do amigo Marques Travae. Desde então eu recebo os comentários que as pessoas fazem sobre meu texto e tem de tudo desde gente achando interessante pq não sabia nada sobre o Brasil, pessoas que discordam e ate homem escroto apoiando turismo sexual.
Ai hj recebi esse aqui. 
No texto o homem tá dizendo que enquanto os negros brasileiros não aprenderem inglês eles serão ignorados e que ninguém sabia que tinha pretos no Brasil até Cidade de Deus.
A segunda parte é uma verdade, afinal nossa mídia é parte importante da imposicao da supremacia branca e quem controla a mídia controla a história que será contada. Portanto nao se enganem com essa ou aquela aparicao na TV: A midia hegemonica brasileira nao nos representa!
Mas quanto a falar inglês vou escurecer algo aqui ao mesmo tempo que traduzo minha resposta pra ele.
Eu amo falar inglês. Quem me conhece sabe que desde criança falar inglês fluente era um dos meus sonhos tanto que enquanto não tinha grana pra fazer um curso me dediquei a estudar sozinha.
Eu não tenho problema que nosso povo aprenda ingles, eu acho o maximo que cada vez mais pretos no Brasil aprendam nao so ingles, mas varios outros idiomas porque isso abre muitas portas, pra conhecer novas culturas, novos povos, novos rostos e novas historias. O mundo e muito maior que nosso bairro e o trajeto de duas ou tres horas que a gente faz pra ir de casa pro trabalho. 
Agora o que pega pra mim e a obrigacao. A obrigacao em aprendermos o idioma. Primeiro nos sabemos que no Brasil cada obrigacao que o sistema nos impoe e na verdade uma barreira pra que a maioria dos negros tenha acesso a outras etapas. Entao se nao tem faculdade nao consegue, se nao tem ingles nao consegue, como se seu valor fosse medido nisso e ai quando a gente atinge essa meta eles dobram a meta (piadinha) e pedem pos, espanhol, alemao, mandarim, pra que a gente sempre esteja um passo atras. Mas essa e outra historia. Mas ainda assim eu quero que muitos pretos no Brasil falem inglês. 
Mas o que me incomoda nessa frase do fulano que eu nao sei o nome. E que e uma via de mao unica e faz com que ele e varios outros fiquem felizes em suas zonas de conforto. Voce nao ouve ninguem falando, ah eu preciso aprender portugues, espanhol, frances pra me comunicar com outros povos, nao e sempre voces tem que falar ingles. 
Sempre venha a nos e vosso reino nada. Nao tem ponte, nao tem troca e apenas uso.
E e esse uso que me incomoda. Aqui na academia dos EUA tem muitos negros estudando sobre o povo negro no Brasil. Muitos sao respeitosos e criam conexoes verdadeiras, mas infelizmente uma grande parte ainda nos ve como objetos, nos olha como o outro e se ressente com os poucos de nos que estao aqui tentando contar a propria historia. Por que eles nao estudam as proprias comunidades? Por que eu nao posso vir do Brasil e estudar a comunidade deles? Porque a gente so estuda o outro, o que e objeto e nao sujeito. Eles reproduzem o imperialismo da academia branca em seus discursos e acoes. 
E isso vai pra alem da academia, vai pro turista, pra pessoa que decide morar no pais, ganhar dinheiro, mas nao respeita o povo e as particularidades do local e isso ta cheio. Afinal nos temos acompanhado a historia da pessoa que chegou de fora e acredita realmente que pode ensinar ao negro brasileiro como lutar contra o racismo ne?
Volto a ressaltar as excecoes de amigos que tem respeito por nos como povo e que chegam no sapatinho, na contencao, tentando dar da mesma forma que recebe, mas infelizmente nao e a maioria.
Muitas vezes a gente ate se surpreende porque algumas pessoas ate querem criar conexoes, mas em um momento deixam transparecer o imperialismo no discurso e acho que varios deles nem se dao conta. Meu bate boca de ontem foi com um mano, que mora em Sao Paulo, trabalha ai, e amigo da negrada ta direto no role, mas falou que brasileiros sao atrasados por nao falarem ingles e que me criticou quando eu disse que aqui ninguem sabe nada sobre nos que ainda acham que a gente fala espanhol e que a capital do Brasil e Buenos Aires. 
Minha resposta para o rapaz de hoje foi que se ele acha que 100 milhoes de negros brasileiros que nao falam ingles serao ignorados ate que aprendam, serao ignorados tambem 50 milhoes de negros na Am. Latina como um todo que falam espanhol, mais todos os negros dos paises Caribenhos que falam frances, mais os africanos de paises cujo frances ou arabe e a primeira lingua e principalmente aqueles que so falam sua lingua local, porque afinal ingles por mais que seja uma lingua global, nao se tornou o unico idioma falado no mundo.
Em outras palavras o que esta implicito na fala dessa pessoa e de muitos outros e que ou o mundo negro chega ate ele ou ele nao vai nem se esforcar, usar sei la o google translator pra se conectar conosco e ai esta o meu incomodo.
Entao que me desculpem os amigos negros estrangeiros que nao sao imperialistas, mas vou falar que enquanto mais de voces nao estiverem dispostos a andar metade do caminho pra encontrar conosco, vai ficar muito dificil mesmo criar essas pontes.

P.S. Eu decidi nao traduzir esse post para o ingles propositalmente.