domingo, 1 de novembro de 2015

Contra o racismo e a xenophobia no país onde negros não são bem-vindos / Against racism and xenophobia in the country where Black people aren't welcome

Eu sei que já faz um tempo desde que escrevi um post apropriado, mas gostaria de partilhar essa experiência.

I know has been a while since I wrote an appropriate post, but I would like to share this experience.


E hoje foi assim de arrepiar. Um dia que com certeza me marcou muito.
Pela manhã atendi ao chamado do irmão Luiz de Jesus pra participar da ação do grupo VOAH - Voluntários Amigos dos Haitianos.
Nos reunimos na Av. Paulista para protestar contra a morte de Fetiere Sterlin e o racismo e a xenofobia que atinge os imigrantes haitianos e africanos de diferentes países que chegam ao Brasil.
Ali gritamos palavras de ordem e questionamos o por que de em um país de imigrantes, apenas os imigrantes negros não serem bem-vindos.
Permitimos que nossos irmãos do Haiti, do Congo, de Angola, de Cuba contassem suas histórias e narrassem a razão de virem para o Brasil como imigrantes e como refugiados.
A Paulista estava cheia de pessoas que se divertiam com a avenida fechada, a chuva caía, mas nós continuamos ali parados em frente ao MASP. Ali na fila de entrada para o museu, dezenas de pessoas acompanharam o nosso manifesto.
E aos poucos as caras que estavam fechadas pensando na interrupção do lazer, começaram a se tornar ouvidos atentos, muitos dos que estavam na fila se viraram em nossa direção para ouvir o que estava sendo dito. Muitos pedestres interromperam seu passeio na paulista para prestar atenção ao protesto.
Mas, ao meu ver o mais lindo, foi ver as pessoas se achegarem, pessoas diversas foram se juntando a nós de alguma forma, alguns compraram uma camiseta de apoio aos refugiados, outros se dispuseram a segurar os cartazes e outros decidiram pedir a palavra e contar a história de imigração de suas próprias famílias, para pedir o fim da xenofobia e do racismo. Apesar de alguns equívocos com relação a democracia racial e coisas do tipo, a maioria das falas foi pertinente e demonstrou solidariedade.
Confesso que deu um fio de esperança!
Ao sair da Paulista, segui em direção a Z. Leste para trabalhar e no ônibus que entrei havia um casal africano. Eles olharam para mim viram meus brincos do continente africano e sorriram, eu sorri de volta e a moça que se chama Karina disse, África, eu sorri e falei sim. Perguntei de onde eram eles disseram que eram do Congo e eu me aproximei e rapidamente contei o que tinha sido o protesto, o que é o Voah e como estamos tentando ajudar, perguntei se o Brasil os estava tratando bem, falei do racismo, mas também falei que nós negros estamos dispostos a ajudar.
Eles pediram meu contato, trocamos telefone e eu desci no meu ponto.
Entendi assim que essa foi a forma do Pai confirmar aquilo que havia acontecido antes. E que nossa mão estendida representa a mão DEle que se estende em direção aos nossos!


Today was such an amazing day that certainly marked me.
In the morning I answered the call from my bro Luiz to participate in a protest leaded by the Voah group, Volunteer Friends of Haitian People.
We met at Paulista Avenue to protest against the death of Fetiere Sterlin and against the racism and xenophobia that is reaching Haitian immigrants and African immigrants from different countries thata are coming to Brazil.
Once we were there we screamed order words and we argued why in a country of immigrants, only Black immigrants aren’t welcome.
We opened the mic to our brothers and sisters from Haiti, Congo, Angola, Cuba and asked them to share their history telling us the reason why they came to Brazil as immigrants or refuges.
Paulista Avenue was full of people who were enjoying the closed avenue, the rain was falling but we were still there standing in front of the Art Museum. In the line, several people started to pay attention in our protest.
In few moments the angry faces (thinking about a group who was stopping their leisure) became attentive ears and a lot of people who were in the line turned to us to hear what was being said. Several pedestrians stopped their walk to pay attention in our protest.
But, for me, the most beautiful moment was seen the people that arrived to join us, diverse people joined us in any kind of way, buying refugees t-shirts, or showing availability to hold posters, others asked to say something and tell the history of immigration of their own family, asking the end of xenophobia and racism. Although some of the comments were equivocated when talking about racial democracy and things like that, most of them were pertinent and demonstrated solidarity.
I confess that it gave me some hope!
When I left Paulista Avenue, I followed to the East side of the city to work and on the bus I met an African couple. They looked to my African continent Earrings and smiled and smiled back, the lady named Karina whispered Africa and I smiled and said yes. I asked where they were from and they told me they were from Congo and I got closer and told them about the protest, the vonluteer group and how we are trying to help, I also asked if Brazil were treating them well, talked briefly about racism, but also told them that we as Black people are here to help.
They asked my contact, we changed numbers and I left on my stop.
I understood that it was the way that the Father found to confirm what had happened before, and that our hands reaching out them, were representing His hands that are taking care of our people!





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