quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A trilha sonora da resistência / The sound track of the resistance

“20 de novembro temos que repensar, a liberdade do negro, tanto teve de lutar...”
Toda vez que o mês da consciência negra chega, eu lembro dos versos da música Sou Negrão do Rappin Hood, não apenas pelo que significam, mas também porque essa música faz parte das lembranças que tenho do início da minha militância.
Os que me conhecem sabem o quanto a música significa para mim e em mais de 15 anos de caminhada, a trilha sonora tem se tornado extensa. Músicas que relembram Palmares (Coisa de Pele), que remetem a nossa Identidade (Identidade), que ressaltam os nossos Olhos Coloridos e o nosso sangue criolo (Olhos Coloridos), enfim, uma trilha sonora de resistência.
Mas muito além das festas, dos eventos, dos encontros com os amigos, o 20 de novembro e o mês da consciência negra, que vai chegando ao seu final, tem sido na minha vida um período para reflexão, para pensar em tudo que tenho feito, não apenas por mim, mas por todo o meu povo, pois “amo minha raça, luto pela cor e o que quer que eu faça é por nós, por amor” (Jesus Chorou).
É dia de pensar também naqueles que lutaram antes de mim e nos que lutam até hoje, pois ninguém consegue lutar sozinho.
Eu acredito que um dia, quando deixarmos de ser "A Carne mais barata do mercado" (A Carne), vou cantar canções que falem das mudanças ocorridas, das trajetórias percorridas e das vitórias conquistadas, mas por enquanto só posso falar do quanto ainda temos de lutar.
Em 2011, meu 20 de novembro foi celebrado em meio a música e enquanto nos programávamos para comemorar, eu via nos olhos dos amigos a emoção em dizer o que seria feito para celebrar esta data tão significativa. Eu percebi ali, mais uma vez, aquilo que Simonal cantou muito antes de eu nascer “Com uma canção, também se luta”! (Tributo a Martin Luther King)
 






“20th november we need to remind, the black freedom, with so many struggle..,”
Every time when the black conscious month arrives, its reminds me the verses of the song “Sou Negrão” (I’m black) of Rappin Hood, not only because of its meaning but also because this song is a part of the memories that I have from the beginning of  my militancy.
All those who know me, also know the importance of the music for me and in more than 15 years of journey, the sound track has become extensive. Musics that remind us Palmares (Coisa de pele is a Brazilian samba song) , that refer to our Identity (Identidade is a Brazilian samba song), that reinforce our Colored Eyes and our “criolo” blood (Olhos Coloridos is a Brazilian soul music), at long last, a sound track of resistance.
But beyond the parties, the events, and the meetings with friends, the 20th november and the black conscious month, that is almost ending, has been a period in my life to reflection, to think in everything that I’ve been done, not only for me, but for all my people, because “I love my race, I fight for the color, whatever what I do is for us, for love” (Jesus Chorou is a Brazilian rap song).
It is also a day to think about those who fought before me and those who are still fighting nowadays, because nobody can struggle alone.
I believe that one day, when we no longer we won’t be the Cheapest meat in the market (A Carne is a Brazilian soul song), I’m going to sing songs that talk about the changes that have happened, the trajectory that we made, the victories that we had, but for a while I just can say how much we still have to fight.
In 2011, my 20th november was celebrated with music and while we were planning to celebrate, I saw in my friends’ eyes the emotion when they were telling what would be done to celebrate this so meaningful day. So I realized, again, what Simonal sang a long time before I born “With a song, you also fight”! (Tributo a Martin Luther King is a Brazilian soul song).





 

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