domingo, 10 de outubro de 2010

Uma outra Bahia / Another Bahia

Como prometido este é o segundo post sobre a minha viagem a Bahia. Mais do que um relato, vou publicar aqui uma reportagem que fiz sobre um restaurante local cuja história me impressionou muito.
 Minha primeira parada foi em Camaçari, cidade a pouco mais de 30km da capital e que é um grande pólo industrial naquela região.
A cidade, que me serviu como abrigo, é uma cidade de interior comum, me lembrou muito o Largo 13 de Maio, aqui em São Paulo, com seus alto faltantes e praças.
A uma hora de Camaçari está o litoral da região, onde fui presenteada com a praia de Arembepe, um lugar paradisíaco cheio de histórias para contar, dos tempos em que famosos se refugiavam em uma comunidade hippie que existia ali.
Além da vista linda, com os recifes que ao vir de encontro ao mar formam piscinas naturais, conheci a Dona Edely que me contou sua história maravilhosa que vocês poderão acompanhar em uma matéria que eu fiz e foi publicada na agência Afrobrasnews no dia 05 de outubro.
Espero que vocês gostem

Empreendedorismo e Conquista

Por: Daniela Gomes

Com uma história de quase 50 anos, restaurante impulsiona o comércio e se torna marco no litoral baiano


A praia de Arembepe, no município de Camaçari, a cerca de 30 km de Salvador, oferece para aqueles que a visitam uma série de atrativos.
Desde histórias referentes à comunidade hippie, que na década de 60 abrigou nomes famosos como Gilberto Gil, Caetano Veloso e até astros internacionais como Janis Joplin e Mick Jagger, até a paisagem paradisíaca, formada pelo mar, os recifes e as piscinas naturais.
Em meio a este cenário, situado em frente ao mar, encontra-se há 48 anos, muito antes das personalidades aparecerem por Arembepe, o Restaurante da Coló.
Dirigido hoje, por Edely de Souza, ou Dely, como é carinhosamente chamada, o restaurante herdou o nome da fundadora Dona Coló, de quem Dely é filha e, conta com uma história de empreendedorismo, que impulsionou a economia local.
Segundo Dely, Arembepe era apenas uma vila de pescadores, quando seus pais decidiram apostar tudo na criação do restaurante, influenciados por um diretor de teatro.
“Ele perguntou para minha mãe, porque ela não fazia uma moqueca de peixe com arroz e feijão para vender, que ele ia trazer um pessoal de Salvador e eles iam comprar”, conta.
De acordo com a empresária, a mãe resolveu aceitar a sugestão e o pai, que no dia ainda não tinha o dinheiro para comprar os mantimentos necessários, pegou um empréstimo, com o tesoureiro da comunidade, prometendo o pagamento para o final da tarde.
“Meu pai contou a história para ele e disse que assim que a comida fosse vendida ele devolveria o dinheiro”.
Com o dinheiro emprestado, o pescador comprou os mantimentos e Dona Coló fez a moqueca, acompanhada de arroz e feijão. Dona Dely conta que todos os pratos foram vendidos, o pai saldou a dívida com o tesoureiro da vila e nascia assim o primeiro restaurante daquela região, que também funcionava como pensão.
O negócio cresceu e atraiu personalidades e artistas, atraindo olhares para a comunidade e trazendo prosperidade para a família.
Além de Dona Dely, que herdou o restaurante após o falecimento dos pais, o negócio ajudou ainda nos estudos de seu irmão, que se tornou o primeiro jovem da região a frequentar uma universidade, chegando a ganhar destaque nas manchetes dos jornais locais.
Com o passar dos anos, a família foi aumentando e com a nova geração, que hoje engloba as filhas e os pequenos netos de Dona Dely, o restaurante ganhou instalações maiores e uma nova imagem.
O que não mudou, no entanto, foi o sabor dos pratos servidos, que custam pouco e trazem de frutos do mar, a carnes e outras iguarias, acompanhados de uma excelente comida caseira.
Também não mudou o tratamento dado aos clientes, que continuam sendo atendidos com a cortesia herdada pelos primeiros proprietários.
A história, que é retratada em fotografias espalhadas pelo ambiente, também pode ser ouvida da boca da própria Dona Dely, que se alegra em sentar com os fregueses para narrar a trajetória de sua família. “Eu tenho muito orgulho de minha história”, declara a empresária.



As I had promissed this is the second post about my trip to Bahia. More than a description, I’m going to publish here an article that I did about a local restaurant whose history impressed me very much.
My first stopped was in Camaçari, a city just over 18 miles from the hometown and which is a big industrial area over there.
The city, that worked as an shelter for me, is a normal country city, that reminded me the “Largo 13 de Maio” (a big informal market) in Sao Paulo, with its speakers and squares.
One hour away from Camaçari is the coast of that area, where I was gifted with the Arembepe beach, a kind of paradise with a lot of stories to tell, from the time that famous people used to take refuge in a hippie community that used to be there.
Besides the beautiful view, with the reefs that come to the sea making natural pools, I’ve known Mrs Edely de Souza whot told me her wonderful history that will can see in a article that I did and was published in the news agency Afrobrasnews in October, 5.
I hope you like it


Entrepreneurship and Achievement

By: Daniela Gomes

With a history of almost 50 years, restaurant stimulates the trade and becomes a landmark in the coast of Bahia



The Arembepe Beach in Camaçari, just over 18 miles from Salvador, provides for those who visit a variety of attractions.
From stories about the hippie community, which in the 60’s housed famous names like Gilberto Gil, Caetano Veloso and even international stars like Janis Joplin and Mick Jagger by the idyllic view, formed by the sea, reefs and natural pools.
Amid this scenario, located on the seafront, is there in these past 48 years, long before the personalities appeared in Arembepe, the Restaurant of Coló.
Managed today by Edely de Souza, or Dely, as she is affectionately called, the restaurant has inherited the name of the founder Dona Coló, who was Dely’s mother, and has a history of entrepreneurship, which pushed the local economy.
According to Dely, Arembepe was just a fishing village, when her parents decided to stake everything on the restaurant's creation, influenced by a theater director.
"He asked for my mother, why she didn’t make a fish “moqueca” with rice and beans to sell, that he would bring a group from Salvador and they would buy," she says.
According to the businesswoman, the mother decided to accept the suggestion and the father, who in that day didn’t have the money to buy the groceries needed, got a loan, with the treasurer of the community, promising to pay for the late afternoon.
"My father told him the story and said that once the food was sold he would pay the money back."
With the lent money, the fisherman bought groceries and Mrs Coló made the “moqueca”, with rice and beans. Mrs Dely tell that all dishes were sold, the father paid off the debt with the treasurer of the village and thus was born the first restaurant in that region, which also functioned as a pension.
The business grew and attracted personalities and artists, attracting stares for the community and bringing prosperity to the family.
Besides Mrs. Dely, who inherited the restaurant after the death of her parents, the business has also helped in the studies of his brother, who became the first young of the region to attend a university, coming to prominence in the headlines of local newspapers.
Over the years the family grew and with the new generation, which now includes the daughters and grandchildren of Mrs. Dely, the restaurant has gained largerr facilities and a new image.
What has not changed, however, was the taste of dishes that cost little and bring since seafood, to meats and other delicacies, accompanied by an excellent homemade food.
Has also not changed the treatment to customers, who are still treated with the courtesy inherited by the former owners.
The history, which is portrayed in pictures throughout at the place, can also be heard from Mrs. Dely mouth, who is glad to sit with customers to tell the history of her family. "I'm very proud of my history," says the businesswoman.

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